LEAD: A Natureza Selvagem e a Vida Digital
ao vivo com Sue Thomas e Giselle Beiguelman
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Também disponível em Inglês..
Ver o ensaio de Sue Thomas: "Locative and Performative" (LEA Vol 14 No 07 - 08 2006):
Os "Debates Leonardo Electronic Almanac" (LEAD) acompanham edições especiais selecionadas do LEA. Os LEAD tem dois componentes,uma seção de bate-papo ao vivo com autores e artistas do LEA e um grupo de discussão moderado em que os leitores podem se envolver com os autores da edição especial.
A seguir, versão não-editada de transcrição da sessão de bate-papo realizado na segunda-feira, 29 de Janeiro, com a artista e ensaísta multimídia Giselle Beiguelman, e a Professora de Novas Mídias na Faculdade de Humanidades da Universidade De Montfort e Membro Associado do Instituto de Tecnologias Criativas da DMU Sue Thomas, parte do debate online sobre a edição especial do Leonardo Electronic Almanac A Natureza
Selvagem e a Vida Digital. <Marcus
Bastos e Ryan Griffis>
<TRANSCRIÇÃO>
Marcus Bastos: Gostaria de dar a boas-vindas a todos ao quarto bate-papo da serie Digiwild do LEAD. Muito obrigado a Sue e Giselle, nossas convidadas especiais.
Sue Thomas: Bom estar aqui :)
Giselle Beiguelman: Agradeço a todos por me convidarem para fazer parte desta conversa.
Marcus Bastos: Já que estamos caminhando em direção ao final da série e Sue foi uma das editoras, achei que poderiamos começar fazendo um resumo das idéias por trás da edição (e talvez estabelecer algumas relações com bate-papos anteriores). Seria legal se a Giselle pudesse compartilhar seus comentários sobre a galeria, da perspectiva de uma artista.
A primeira coisa que estou interessado em ouvir da Sue é um pouco mais sobre as razões que levaram à divisão da edição em "Emergente / Gerativo'" and "Locativo / Performativo"
ST: Ah. Questão interessante...
MB: Eu não vou resumir todos os artigos, para economizar tempo, mas creio que é possível ler conexões que são transversais à essa divisão.
ST: Em primeiro lugar, não era a intenção que fosse assim quando começamos, mas foi o resultado dos tipos de trabalho que finalmente aceitamos.
Nós recebemos mais trabalhos do que era possível aproveitar, mas entre os que foram rejeitados, um grande número era similar entre si no fato de que representavam imagens do mundo natural em imagens artísticas
MB: Você quer dizer meramente representativo?
ST: Sentimos que isso era inadequado [para a edição] mas nos alertou para o fato de que as espantosas ferramentas de fotografia e vídeo disponíveis hoje em dia nos ajudam a extrair as imagens mais incríveis da natureza mas, no final, eram meramente representativas. Então nos deparamos com um certo conjunto de trabalhos e ensaios que empurravam os limites e interrogavam a relação humano - natureza de maneira mais rigorosa.
GB: E estas mesmas ferramentas usadas para ilustrar a natureza também podem ser usadas para negá-la.
ST: Então... só para resumir.. fomos solicitadas a dividir os trabalhos em uma edição dupla e aí observamos a divisão natural, e esta foi a que encontramos. Esta é a história.
Eu posso falar um pouco mais sobre trabalhos específicos se você quiser, mas acho que isso esta resumido nas introduções.
MB: Sim, está. Mas eu comecei a enxergar relações que não suspeitava entre a divisão editorial. Por exemplo...o debate sobre "localização" (por assim dizer) de desastres naturais está relacionado a temas que poderiam estar debaixo de "Emergente / Gerativo", já que há uma grande quantidade de dados que precipitam algum tipo de ação. Nós discutimos um pouco, no primeiro bate-papo, sobre o tema da representação / negação, o assunto girou principalmente em torno de formas de representar dados que vão além do visual.
Ryan Griffi: Uma coisa que considero interessante é que na dicotomia natureza/sociedade. Natureza pode tanto ser "negada" quanto "extraída" mas permanece independente da sociedade... as dicotomias estabelecidas na edição oferecem algo mais que natureza/sociedade...
ST: Nos trabalhos, você quer dizer, Ryan?
GB: Qaundo você diz "trabalhos", você está falando de todas as contribuições ou focando nos trabalhos artísticos, Sue?
ST: Eu quis dizer todos, não apenas os artísticos, Giselle.
RG: também na moldura...
ST: Eu queria saber se esta divisão faz sentido para todos aqui.
MB: A divisão faz sentido, mas não a vejo como uma dicotomia
RG: Bom ponto, Marcus - talvez tensões sejam melhor definidoras? As classificações locativo/performativo, por exemplo, não se encaixa tão facilmente no esquema natureza/sociedade.
ST: Sobre a divisão - nós poderíamos com a mesma facilidade ter feito uma única edição, caso em que seria organizada de outra maneira - mas tinham que ser duas para encaixar tudo.
MB: Bom, estava pensando se não poderia ser pensado da perspectiva da "escala"
Quer dizer, nós tendemos a pensar locativo para macroscópico e emergente para microscópico e talvez seja possível encontrar conexões que revelam semelhanças nos dois lados (se "ajustarmos a escala")
ST: Bom ponto Marcus
RG: Ainda que Emergente seja usado no macro o tempo todo, como na Física.
ST: Pessoalmente, eu gostaria de ter o menor número possível de divisões - uma abordagem mais holística.
MB: Você pode falar um pouco mais sobre isso?
ST: Sou catutelosa para não intelectualizar demais sobre este tema…
RG: Faz sentido... mas às vezes delineações podem ajudar a juntar as coisas conceitualmente assim com dividi-las
ST: Bastante verdadeiro, Ryan.
GB: O problema é que o problema é que o todo global é uma mistura de escalas. Estamos sempre entre escalas diferentes e simultâneas.
ST: Sim, Giselle.
MB: Com certeza, mas temos o corpo como algum tipo de parâmetro que pode ser pensado como "natural" e tendemos a enxergar o que está além de nossa percepção corpórea como "não natural". E já que a tecnologia agora nos torna conscientes desta mistura de escalas, as coisas ficam desfocadas.
ST: Nós tentamos ser objetivos, mas no fim podemos apenas ser subjetivos e empíricos em muito de nosso entendimento sobre o que está acontecendo
GB: Vocês viram 'Babel' (o filme de Inarritu)?
ST: O mais recente? Não, ainda não.
MB: Eu vi.
RG: Eu também.
GB: É uma obra-prima sobre diferentes escalas e tensões entre mobilidade/imobilidade.
ST: Isso parece bastante intrigante.
RG: Sim, há alguns grandes momentos no filme, acho
ST: Marcus, você pode falar um pouco mais sobre porque o que está além da percepção corpórea é não natural?
MB: Eu estava pensando sobre como tendemos a nos sentir confortáveis com coisas que são "perceptíveis" (talvez culturalmente "perceptíveis" seja melhor do que corporeamente aqui), então tendemos a ver o que está além de nosso repertório como não natural. Faz semtido?
RG: Ou, como podemos diferenciar corpóreo e cultural...
GB: Sim, às vezes tendemos a entender natural como atávico...
MB: Desculpe interromper, Giselle, você pode falar um pouco mais sobre as tensões entre mobilidade/imobilidade no filme Babel?
GB: Uah, babel é agora... Estou acompanhando você. Nós podemos voltar para o filme depois.
ST: Eu acho que estamos usando "natural" de formas diferentes.
MB: Você tem razão, Sue... como você definiria "natural"?
ST: Estava pensando em Gary Snyder [o poeta beta californiano, http://en.wikipedia.org/wiki/Gary_Snyder]... Ele propõe 2 opções:
1. natural = qualquer coisa não tocada pelo homem.
Ou 2. qualquer coisa que cresce e muda, portanto incluindo humanos, tecnologia, etc...
(OBS: este é um resumo breve de sala de bate-papo para uma definição muito mais longa!)
Então de qual natural estamos falando aqui, você acha?
MB: Eu pensaria no natural (talvez isso seja senso comum) como algo que resulta de processos sistêmicos que estâo além de nossa percepção de tempo e espaço.
Para volta para o primeiro chat… a forma como a geologia evolui, por exemplo.
ST: Acho que quando organizamos a questão [central desta edição], estávamos procurando por escritores e artistas que estivessem se rebelando contra 1. e desenvolvendo ideais via 2.
Onde você vê agência humana nisso Marcus? Ou talvez isso seja irrelevante? O que os demais pensam?
MB: Este é o ponto... Estava tentando pensar em algo que está além da agência humana, sem tentar reinventar Deus ;p
(mas isso sempre leva ao ponto do que é perceptível e como a tecnologia "otimiza" nossa agência)
RG: Latour deveria classifica #1 como mais problemático - "natureza" também é normalmente o que nomeamos para evitar a política, o que esta edição certamente não faz. Mas ela vai para #2 em de algumas formas bem interessantes... que eu considero difíceis de abrir, como Brett pareceu sugerir em sua última mensagem para a lista.
Eu acho que a mensagem enviada por Brett, por exemplo, situa a agência humana em relação com outras agências que são baseadas em mediação.
ST: Marcus, e o sobrenatural?
RG: Como os satélites :)
GB: Eu acho que Otto Roesler e a endofísica podem ajudar aqui. A teoria do Caos também. Somos produzidos por tudo o que está ao redor, e estamos produzindo [o que esta ao redor] ao mesmo. O Efeito Borboleta não nos permite mão pensar sobre algo que está além da interferência humana e vice-versa.
ST: Boa colocação, Giselle.
MB: Então qualquer eventual "sobrenatural" estaria for a de questão. Seria apenas uma questão de links quebrados para interfaces ainda por serem construídas!
ST: Eu gosto desta idéia!
GB: //-2
RG: muito bom!
ST: Então nós não nos preocupamos mais sobre o "elo perdido" — agora é o link quebrado!
RG: So precisariamos de uma conexão de rede melhor :)
MB: Ou de melhores modelos de recuperação de dados?
RG: Às vezes, parece que a "natureza" sempre foi sobre "links quebrados" - aquilo a que os humanos com cultura não acesso direto, mas fantasiam que Outros tem.
ST: É aí que entra o Xamanismo?
RG: Ao menos, é como ele é representado pela antropologia...
MB: Eu prefiro pensar que é aí que a pergunta Freudiana ("O que há na mente dos homenes?") muda de direção, já que o homem está sempre mutando.
ST: Não estou familiarizada com isso - você pode explicar, Marcus?
RG: Mutando como num processo "evolutivo" (adaptativo)?
MB: Eu tenho uma edição de Mal-Estar na Civilização com uma imagem de Freud em que foi aplicada uma legenda dele se questionando: "O que está na mente dos homens"? Esta imagem serve como ponto-de-partida para descrever como essa pergunta levou Freud à descrição de como a memória não é constituída apenas de "consciência" mas também de coisas que são relacionáveis com "links quebrado" (por assim dizer)
ST: Obrigado, Marcus
MB: Eu estava tentando dizer que há modelos de inferência de "links" para coisas ainda não descritas que não são religiosos (em oposição ao modelo Xamânico onde o "link quebrado" parece conectar com algo "sobrenatural")
Mas eu não conheço bem o Xamanismo, então...
GB: E esse "links" são o que você definiria como natural, Marcus?
MB: Eu teria que pensar mais sobre isso... Acho que poderia ser descrito como "desconhecido" com certeza, mas isso poderia levar a um paradoxo …
GB: Perfeito.
MB: Quero dizer... poderia ser a natureza "humana", mas então já é cultura, portanto fica sem sentido tentar voltar para trás (para algum tipo de lugar romântico em que os links quebrados são todos atados de novo?)
ST: Ah, isto é o sonho.
MB: Em todo caso, estou à deriva aqui, rs! Que tal a gente voltar para Babel ou falar um pouco sobre a Galeria?
ST: Eu gostaria de ouvir a opinião de Giselle sobre a galeria e preciso dizer que não tenho muito mais tempo. Estou ficando com sono aqui!
GB: A galeria me surpreendeu. Seria bom falar a respeito dela.
ST: Te surpreendeu?
MB: Como?
GB: Sim, a peça locativa de Elisa Giaccardi. É muito interessante. Locative media é um dos temas mais populares em festivais e estudos de mídia. É um hype e, por isso, às vezes um modismo vazio. Concepções ingênuas de mapeamento e abordagens frágeis de processos colaborativos estão em todo lugar.
ST: Concordo.
GB: Em geral, eles parecem exercícios que tentam mostrar, usando recursos GPS, coisas que poderiam ser... Como movimentos de alguém cruzando o parque em algum lugar... Em outros casos eles demonstram uma dificuldade espantosa em lidar com o invisível, uma necessidade de revelar e transcodificar tudo. Este não é o caso de Silence of the Lands. Eu gostei bastante das paisagens sonoras virtuais no espaço público
MB: Você acha que o fato de serem paisagens sonoras é relevante? (Quer dizer, o som não "precisa" ser figurativo)
GB: É criativo, "desloca" a percepção. (Parece que sim, pela documentação). Emtão permite perceber novas dimensões do espaço cultural, para além do "locative" original e para além da história racional.... então eu acho que o ponto mais interessante não é a paisagem sonora, mas o mapa.
MB: Porque?
GB: Porque é um mapa do que não é possível (e é ao mesmo tempo). É um mapa de processos de remixagem. (Quero dizer, a interface pública). Ele não tenta representar as paisagens sonoras originais, localizá-las, ilustrando o terreno com sons (o que seria apenas tentar tornar o invisível visível. O que é realmente entediante). Então me surpreendeu porque eu gostei. Eu não gosto de projetos locativos. Mas é algo que eu preciso estudar este ano..
MB: Algo mais sobre este projeto? E o outro?
ST: Isso é bastante excitante para nós, ter aberto novos terrenos para você.
GB: Sim! Você tem razão, Sue.
GB: O outro está mais próximo do que eu entendo e gosto. É uma forma bem interessante de lidar com a dimensão não atávica da pesquisa biotecnológica. Estou falando do projeto de {Karl] Grime, “Future Nature”
A corrupção da estética do pós-humano é brilhante aqui. Parece"natural" e não "pós" alguma coisa.... Isto é engenhoso ;)
ST: Sim, eu concordo. Obrigado por estes comentários cheios de discernimento.
GB: Oh, e obrigado você pelos insights e informações :)
MB: E acho que terminamos aqui, certo? (a não ser que a Sue ou a Giselle achem que tenha faltado algo)
GB: Foi muito bom encontrá-los arqui. Estou OK. Obrigado mais uma vez pelo convite e pela conversa agradável..
MB: obrigado Giselle e Sue
<fim da transcrição>
Biografias dos Autores
Giselle Beiguelman é autora dos premiados O Livro depois do Livro, egoscópio e Paisagem0 (com Marcus Bastos e Rafael Marchetti). Desenvolve projetos envolvendo dispositivos de comunicação móvel desde 2001, quando criou Wop Art , elogiado pela imprensa nacional e internacional, incluindo The Guardian (Inglaterra) e Neural (Itália), e arte que envolve o acesso público a painéis eletrônicos via Internet, SMS e MMS, como Leste o Leste?, egoscópio (2002) , resenhado pelo New York Times, Poétrica (2003) e esc for escape (2004). Seu trabalho aparece em antologias importantes e obras de referência devotadas às artes digitais on line como o Yale University Library Research Guide for Mass Media e Information Arts: Intersections of Art, Science, and Technology (S. Wilson, MIT Press, 2001). Seus projetos foram apresentados em exposições como 25a Bienal de São Paulo, Arte/Cidade, Net_Condition (ZKM, Germany), el final del eclipse (Fundación Telefonica, Madrid) e Algorithmic Revolution (ZKM). É professora da pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, editora da seção novo mundo da revista eletrônica Trópico, colaboradora da Leonardo, Iowa Web Review e Cybertext. Entre suas publicações recentes destacam-se: Link-se (Peirópolis, 2005) e a co-autoria de New Media Poetics (MIT Press, 2006). Coordena, com Marcus Bastos, o Grupo de Pesquisas "net art: perspectivas criativas e críticas", cujo portal, hospedado na Fapesp, é co-dirigido por Vera Bighetti.
Sue Thomas é Professora da Faculdade de Novas Mídias no Universidade De Montfort (DMU, na Inglaterra), e Pesquisadora Associada no Instituto de Tecnologias Criativas do DMU. Ela fundou o trAce Online Writing Centre em 1995 e foi sua diretora até ir para De Montfort em Janeiro de 2005. Seus livros incluem o romance Correspondence (nomeado para o Prêmio Arthur C. Clarke como Melhor Romance de Ficção Científica de 1992) e Water (1994), e a antologia editada Wild Women: Contemporary Short Stories By Women Celebrating Women (1994). Seu trabalho de não ficação inclui Creative Writing: A Handbook For Workshop Leaders (1995) e, mais recentemente, Hello World: travels in virtuality (2004). Ela publicou extensivamente em papel e online, e iniciou uma série de projetos online, incluindo The Noon Quilt, agora um ícone dos primórdios da web. Com Kate Pullinger ela está lançando um novo Mestrado online em Escrita Criativa e Novas Mídias na DMU, previsto para começar no Outono de 2006. Seus projetos mais recentes incluem o NLab, um Laboratório de Narrativa para o Creative Industries — uma série de seminários e uma conferência de um dia em 2006. E Writing and the Digital Life, um blog e lista de discussão sobre o impacto da tecnologia na escrita e na experiência de vida. Seus interesses de pesquisa incluem transliterariedade e narrativas da experiência digital, e ela está atualmente escrevendo The Wild Surmise, um estudo sobre natureza e ciberespaço.

Referência para citação desta Transcrição de Bate-Papo dos Debates
Leonardo Electronic Almanac (LEAD)
MLA Style
Thomas, Sue and Beiguelman, Giselle. “Sue Thomas and Giselle Beiguelman: LEAD – Transcrições de Bate-Papo A Natureza Selvagem e a Vida Digital”, “Unyazi” Edição Especial, Leonardo Electronic Almanac Vol. 15, No. 1 - 2 (2007). 1 Jan. 2007 <http://leoalmanac.org/resources/lead/digiwild/sthomasgbeiguelmanpt.asp >.
APA Style
Thomas, S and Beiguelman, G. (Jan. 2007) “Sue Thomas and Giselle Beiguelman: LEAD – Transcrições de Bate-Papo A Natureza Selvagem e a Vida Digital”, “Unyazi” Edição Especial, Leonardo Electronic Almanac Vol 15, No. 1 - 2 (2007). Visitado em 1 Jan. 2007 no endereço <http://leoalmanac.org/resources/lead/digiwild/sthomasgbeiguelmanpt.asp>
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